Brasil fortalece vigilância em saúde para emergências internacionais na ExpoEpi
Mesa redonda destacou o papel da ciência, da tecnologia e da cooperação internacional na detecção precoce de emergências em saúde pública

No último dia de apresentações da 18ª ExpoEpi, realizada em Brasília (DF), a mostra propôs uma mesa redonda dedicada à preparação do Brasil para a detecção e resposta a emergências em saúde pública de importância internacional. Moderada pela secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, a sessão destacou a importância de integrar ciência, tecnologia e colaboração internacional para fortalecer a vigilância em saúde.
O debate começou com a apresentação da representante da Fundação Oswaldo Cruz/RJ, Marilda Agudo Mendonça, que abordou o papel da vigilância genômica para antecipar riscos e proteger a população. Em seguida, Manoel Barral Netto, da Fundação Oswaldo Cruz/BA, discutiu os principais desafios na detecção precoce em emergências sanitárias, enfatizando a necessidade de estratégias rápidas e coordenadas.
O painel também contou com a participação do pesquisador do Instituto Todos pela Saúde - ITPS/SP, Anderson Brito, que detalhou como a vigilância laboratorial funciona como uma ferramenta estratégica para a saúde pública. Encerrando as apresentações, a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Washington/EUA), Maria Almiron, expôs o plano regional das Américas para inteligência epidêmica, reforçando a importância da colaboração entre países para respostas eficazes diante de crises de saúde pública.
Para a secretária da SVSA, os debates demonstraram, de maneira clara, que a vigilância em saúde não pode ser vista de forma isolada. “A vigilância depende, cada vez mais, da articulação entre diferentes áreas do conhecimento, do uso estratégico da tecnologia e, sobretudo, da cooperação entre instituições e países. Essa é uma mesa muito equilibrada e temos participação importante dos vários atores. Precisamos considerar que, em termos de epidemiologia e de doenças infecciosas, nenhum país é uma ilha e a intersetorialidade e interdependência é primordial para avançarmos nas políticas de saúde a nível nacional e mundial”, reforçou Mariângela.
Ministério da Saúde
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