Pôsteres dialogados da 18ª ExpoEpi promovem intercâmbio de experiências e inovação no SUS
Apresentações integram a programação científica do evento e fortalecem a disseminação de práticas exitosas em vigilância em saúde

A 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (18ª ExpoEpi), realizada de 14 a 17, em Brasília (DF), dispõe de uma programação científica que inclui a apresentação de dezenas de pôsteres dialogados, consolidando-se como um dos principais espaços de compartilhamento de experiências no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de uma modalidade de apresentação científica que combina a exposição visual de um trabalho com a interação direta entre autores e público, promovendo um espaço mais dinâmico de troca de conhecimentos, apresentado a partir desta quarta-feira (15).
No contexto da ExpoEpi, esse formato vai além da exibição de pesquisas ou experiências, pois valoriza o diálogo, a escuta ativa e o debate técnico qualificado. As sessões ocorrem ao longo da semana e possibilitam o compartilhamento de soluções inovadoras voltadas à prevenção, ao controle de doenças e à promoção da saúde, com foco nos desafios contemporâneos, como os impactos das mudanças climáticas na saúde pública.
Os trabalhos apresentados são oriundos da mostra competitiva nacional, que reúne experiências e pesquisas selecionadas em quatro modalidades: relato de experiência, trabalho de pós-graduação, relato de intervenção social e pesquisas científicas. As produções contemplam uma ampla diversidade de temas, incluindo vigilância epidemiológica, saúde ambiental, controle de doenças, inovação em saúde pública e estratégias de enfrentamento à desinformação, refletindo a complexidade dos desafios contemporâneos do SUS.
A coordenadora-geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços do Ministério da Saúde, Vivian Gonçalves, faz parte da comissão organizadora e explica a importância de acadêmicos e pesquisadores de todo o Brasil apresentarem seus trabalhos na Expoepi. Ela destaca, ainda, a novidade deste ano, que é a Arena Silenciosa, um espaço pensado para acolher trabalhos que foram selecionados, mas que não estão na mostra competitiva. “É um ambiente de escuta, de troca e de valorização dessas experiências, que são tão relevantes quanto às demais, mas que, por limitações do edital, não puderam concorrer. A Arena Silenciosa é uma inovação desta gestão e a nossa expectativa é que as pessoas que apresentarem seus pôsteres se sintam mais acolhidas, reconhecidas e valorizadas. Enxergamos como uma oportunidade de dar visibilidade às experiências que vêm dos territórios, fortalecendo a diversidade e a riqueza dos trabalhos apresentados”, declarou.
Este ano foram abordados 19 temas e selecionados seis trabalhos para cada área. Aqueles que participam da mostra competitiva e concorrem à premiação passam por um processo criterioso, dividido em várias etapas. Primeiro, ocorre a submissão. Em seguida, a fase de homologação, em que verifica-se se os trabalhos estão adequados e alinhados ao edital. Depois disso, os materiais passam por uma avaliação por pares, realizada de forma cega pela comissão científica. Cada trabalho é analisado por, pelo menos, dois avaliadores com experiência na área e no tema. Com base nessas avaliações, os trabalhos recebem notas e são ranqueados. A partir desse ranking, os três melhores de cada área, dentro de suas modalidades, são selecionados para concorrer às premiações.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
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