18ª ExpoEpi reúne estandes e exposição sobre os impactos do clima na saúde
Programação apresenta iniciativas do SUS, ações de vigilância e vacinação e propõe reflexão sobre mudanças climáticas com mostra temática

A 18ª edição da ExpoEpi, realizada em Brasília, apresenta ao público uma programação diversificada de estandes que traduz, na prática, ações e estratégias do Sistema Único de Saúde (SUS). Logo na entrada, os visitantes são recebidos pela exposição “O clima muda, a saúde sente e o SUS responde”, que estabelece o eixo temático da mostra e conduz a experiência ao longo do evento.
Os estandes reúnem iniciativas voltadas ao fortalecimento da vigilância em saúde e à formação profissional. Entre os destaques estão o Programa de Fortalecimento da Epidemiologia nos Serviços de Saúde (PROFEPI), o sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o VIGEP Brasil e o Programa de Epidemiologia para Gestores de Saúde. A programação inclui, ainda, estratégias de educação permanente, como o Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS), além de ações de capacitação em gestão de emergências em saúde pública no SUS.
Um dos principais espaços é o estande do Ministério da Saúde. O local integra iniciativas de diferentes secretarias da pasta e conta, também, com um espaço de vacinação, onde os participantes podem atualizar a caderneta com os imunizantes disponíveis no calendário nacional.
A programação inclui, ainda, estandes temáticos dedicados a áreas estratégicas, como o Programa Nacional de Imunizações, Saúde na Amazônia, vigilância de violências e acidentes, sistemas de informação em saúde e arboviroses. Nesses espaços, o público tem acesso a publicações e diretrizes nacionais voltadas à prevenção e ao controle de doenças. Organismos parceiros, como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), também participam da mostra.
Exposição convida à reflexão sobre clima e saúde
Complementando os estandes, a exposição “O clima muda, a saúde sente e o SUS responde” propõe uma imersão nos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde pública. O espaço evidencia como eventos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas, já influenciam o perfil epidemiológico e afetam populações de forma desigual.
Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, o cenário atual exige respostas cada vez mais integradas. “Vivemos em um tempo em que o clima deixou de ser apenas uma questão ambiental e tornou-se uma emergência de saúde. Nesse contexto, mais do que observar, a vigilância age — transforma dados em decisões, riscos em respostas e incertezas em cuidado”, afirma.
A mostra reúne painéis, infográficos e ferramentas que demonstram como a vigilância em saúde atua no monitoramento e na resposta às emergências climáticas. Entre os recursos apresentados estão sistemas de informação, análises de situação de saúde, comunicação de risco e instrumentos voltados à saúde ambiental, como o controle da qualidade da água e a vigilância de contaminantes químicos.
Outro destaque é a atuação nos territórios, com a integração entre vigilância e atenção primária, participação social e o fortalecimento da vigilância popular em saúde. A exposição também aborda os impactos das mudanças climáticas sobre trabalhadores, incluindo riscos ocupacionais, eventos extremos e a necessidade de promover justiça climática.
Para a secretária, mais do que informar, a exposição busca mobilizar. “Ao evidenciar os desafios e as respostas do SUS, o espaço destaca a importância do engajamento coletivo para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas na saúde e construir um futuro mais sustentável e equitativo”, conclui.
João Moraes
Ministério da Saúde
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