Expoepi destaca inovação, dados e ciência como pilares da vigilância em saúde no SUS
Mudanças climáticas, saúde do trabalhador, sistemas de informação, controle de doenças transmissíveis e vigilância com participação popular marcaram as discussões

No segundo dia da 18ª Expoepi, o Auditório Bárbara Campos Valente recebeu uma programação diversificada, demonstrando como a integração entre ciência, tecnologia e atuação territorial fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS).
Sob condução da coordenadora geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde (MS), Eliane Ignotti, a mostra "Vigilância em Saúde, Mudanças Climáticas, Vigilância de Fronteiras e Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora" apresentou iniciativas voltadas ao enfrentamento dos impactos climáticos e à proteção de populações expostas. Experiências como o acompanhamento de gestantes em contextos de calor extremo, o monitoramento da qualidade da água e a qualificação de análises laboratoriais evidenciaram a importância de uma vigilância integrada e contínua para reduzir riscos e promover saúde nos territórios.
Já a segunda mostra, intitulada "Sistemas de Informação, Transformação Digital e Melhoria da Qualidade das Informações em Saúde", foi moderada pela coordenadora geral de Inteligência Epidemiológica do MS, Patrícia Bartholomay. Nela, o eixo central foi a transformação digital, com experiências que reforçam a importância da qualificação dos dados para a tomada de decisão. Ferramentas de integração de sistemas, uso de sensoriamento remoto e protocolos baseados em ciência de dados mostram como a inteligência epidemiológica amplia a capacidade de prevenção e resposta do SUS frente a diferentes agravos.
Por fim, a mostra "Mais ciência para o SUS - Vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis, negligenciadas, em eliminação ou imunopreveníveis e vigilância na perspectiva de Uma Só Saúde" foi conduzida pela diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis, Marília Santini. A incorporação da ciência na vigilância foi evidenciada em estudos científicos. Projetos de vigilância com participação comunitária, análises genômicas em tempo real e investigações laboratoriais avançadas demonstraram como o conhecimento científico contribui para decisões mais rápidas e eficazes na saúde pública.
As iniciativas apresentadas ao longo da ExpoEpi reforçam que o fortalecimento da vigilância em saúde passa, necessariamente, pela articulação entre inovação, produção científica e atuação nos territórios, consolidando o SUS como um sistema preparado para enfrentar desafios atuais e futuros com base em evidências.
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